Buenas,
Sim, de maneira ridícula estamos fora da Libertadores.
Depois de quase dez dias na Colômbia fazendo sabe-se lá o que (porque treinando é que não foi né, vamos combinar!), o Grêmio entregou a rapadura de forma tão fácil que lembrou até o “charmozão”.
Eu não quero analisar o jogo em sí. Aliás, tem o que ser analisado? Existe algum tipo de consideração a fazer depois de mais uma atuação vexatória?
Bom, por justiça, a meu ver, dois jogadores ontem merecem referência positiva: Dida pelas defesas e Pará pela vontade.
O resto amigo, vem naquela bolinha sem vergonha e sem vontade desde o início da temporada salvo algumas raras atuações. E só!

Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
De forma alguma vou tirar a responsabilidade do Luxemburgo. É sim o comandante do vestiário, o responsável por escalação, esquema, estratégia de jogo e por isso tem culpa direta por tudo o que o Grêmio não apresentou este ano.
As falhas estruturais do time estão visíveis desde o ano passado. O meio campo não cria jogadas. Os atacantes “morrem de fome” ou recebem “tijoladas” do tipo “toma a bola e te vira!” e a zaga consegue estar sempre fora do lugar. E pode ser com ou sem Cris.
Aliás, quem culpar o Cris pela eliminação também estará equivocado. Da maneira que o time entrou em campo ontem, se tivesse sido 2×0 em Porto Alegre, teríamos perdido de 3×0 lá. Pois o time entrou em campo para perder conforme era necessário.
Pois bem, mas falar só dos atletas ou do Luxemburgo é tapar o sol com a peneira. É tentar ludibriar o torcedor do mais grave dos problemas: A ausência do Fábio Koff.
Koff é vencedor sim, é o presidente das grandes conquistas sim, é tudo isso e mais um pouco. No entanto, deveria estar em casa curtindo sua merecida aposentadoria. Até uma vez sugeri que merecia um busto ou estátua na calçada da fama.
Só que o “velho” se deixou levar pela corrente politiqueira que há tempos assola o clube. E sucumbiu à tentação de derrotar seu maior inimigo político sem se dar conta do tamanho do bronca que herdaria.
Resutado: meia dúzia de “aspones” despreparados comandam o clube de forma revanchista e passional. Basta ver/ouvir qualquer entrevista dos Chitolina e Heim da vida (fora os que já chegaram e saíram por bobagens maiores).
O Grêmio vai muito mal dentro de campo sim, mas vai pior fora dele.
Lembram qual era a maior crítica que fazíamos ao Odone? A falta da figura do vice-presidente de futebol? Aquele cara de vestiário, de acompanhar a delegação, de saber tudo o que se passa, de dar entrevistas na hora da derrota e da vitória? Pois é. Onde está o vice de futebol da gestão Koff???
Odone largava tudo para o Pelaipe (que nada tinha a ver com isso, pois seu papel era contratos e negociações de jogadores). Entrevistas pré e pós jogo, etc.
Koff agora faz o mesmo com o Rui Costa (competentíssimo por sinal). A função do Rui não é dar entrevista para chamar torcedor, para “explicar” derrotas ou vitórias. Aliás, Rui Costa nem deveria aparecer em dia de jogo. Ele tem que trazer jogadores conforme a necessidade e a grana disponível e isso ele tem feito.
A ausência da tal figura política de futebol tem exposto Rui Costa de maneira completamente desnecessária.
Pior que isso, Koff simplesmente não apareceu até o momento. Ou melhor, ontem a noite, após o jogo, deu uma entrevista em porto alegre (não deveria está lá na Colômbia??) falando que irá analisar com calma.
Analisar??? Por favor, esse momento já passou Sr. Koff. A análise deveria ter sido feita de setembro a janeiro. Agora era hora de se fazer presente. De colocar dedo na cara de pipoqueiro, de não deixar um técnico tomar conta, de ter uma figura da diretoria exclusiva para o futebol.
Bom, pra terminar meu amargo texto, quero dizer que o resumo da gestão Koff até o momento é de não chegar as finais do charmozão, de cair nas oitavas da Liberta, Luxa, Emersom e Grolli suspensos 6 jogos por apanhar e o espaço da Geral vazio a 4 meses.
Força de vestiário? Força política? Ainda não vi nenhuma das duas.
Infelizmente, vejo o Grêmio igual ao time da beira do lago de 2012. Elenco muito bom, falta de estratégia e comando da direção e uma máquina de moer técnicos.
E aí torcedor? A esperança agora vem de onde?
Era isso!
Giancarlo Marques de Moraes (@giancarlomoraes)









